A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reacendeu comparações com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso, entre abril de 2018 e novembro de 2019.
Flávio e aliados de Bolsonaro afirmam que o ex-presidente recebeu tratamento diferente do dispensado a Lula, que, durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, recebeu visitas de aliados, divulgou cartas e se manifestou politicamente.
Em nota, Tracy Reinaldet, advogado da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, classificou a decisão do STF como inconstitucional.
"Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro é também advogado de seu pai. A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado", afirma a nota (veja a íntegra no fim da reportagem).
O advogado Manoel Caetano Ferreira, que atuou na defesa de Lula durante o período em que o petista esteve preso, afirma, no entanto, que as duas situações são juridicamente distintas. Segundo ele, Lula não estava submetido a uma decisão judicial que restringisse a comunicação do petista com o mundo exterior. Para o advogado, a própria execução da pena não elimina esse direito.